MTU analisa alguns pontos da pesquisa de opinião pública da Arsec sobre o transporte coletivo de Cuiabá

A MTU – Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos vem a público esclarecer e reforçar os investimentos e avanços realizados no transporte coletivo da Capital, com base no relatório de avaliação conduzido pela Arsec entre os dias 13 e 28 de novembro do ano passado.

Atualmente, 340 ônibus circulam diariamente em Cuiabá, transportando cerca de 180 mil passageiros por dia. Nos últimos cinco anos, aproximadamente 250 ônibus zero quilômetro foram adquiridos, o que faz de Cuiabá uma das cidades com frota mais nova do país, com idade média de 4,43 anos. Quase 100% da frota conta com ar-condicionado e internet gratuita, oferecendo mais conforto aos passageiros.

As empresas Caribus, Integração, Rápido Cuiabá e VPar também têm investido fortemente em tecnologia para segurança, agilidade e transparência no serviço. Os aplicativos “Meu Ônibus MTU” e “Cittamobi” permitem ao usuário acompanhar o ônibus em tempo real, verificar horários e rotas, e se programar melhor. No entanto, apenas 29% dos passageiros utilizam os aplicativos, conforme aponta a pesquisa. Vale lembrar que 62% dos entrevistados moram a até 10 minutos de uma parada, o que significa que, com o uso do aplicativo, o passageiro pode sair de casa no momento mais adequado, evitando longos períodos de espera.

Para garantir o controle de toda a operação, a MTU mantém um moderno Centro de Controle Operacional (CCO). A partir dele, técnicos monitoram via GPS todas as linhas, identificando possíveis falhas mecânicas, velocidade das vias e eventuais atrasos. Por dia, são 81.210 quilômetros rodados e 5.722 viagens realizadas, em 98 linhas do sistema de transporte coletivo da Capital.

Entretanto, é importante destacar que grande parte dos atrasos não decorre apenas da operação dos ônibus, mas sim da falta de infraestrutura nas vias públicas. Obras inacabadas do antigo VLT e as intervenções atuais para implantação do BRT têm causado engarrafamentos constantes, especialmente em horário de pico. Das 98 linhas existentes, 73 passam pela região central, que é diretamente afetada por essas obras.

Além disso, os ônibus enfrentam problemas estruturais graves: buracos, asfalto danificado, lombadas irregulares e trechos sem pavimentação, especialmente em bairros periféricos, que comprometem a suspensão dos veículos, aumentam os riscos de rasgos e furos nos pneus, e prejudicam a fluidez. O excesso de veículos de passeio nas ruas (carros e motocicletas) também agrava a situação: um único ônibus substitui até 40 carros e polui oito vezes menos.

A falta de faixas exclusivas também impacta diretamente na agilidade. Hoje, Cuiabá conta com apenas 30,8 km de faixas preferenciais em vias estratégicas e funcionam apenas em horário de pico (6h às 8h e das 17h às 19h). Onde elas existem, os ônibus atingem média de 17,62 km/h, enquanto nas demais vias a média é de 16,09 km/h. Com mais faixas, esse índice pode subir para 25 km/h, melhorando a pontualidade.

As empresas mantêm um canal direto com o passageiro para sugestões, elogios e reclamações:
• Caribus Transportes: (65) 9 8174-0001
• Integração Transportes: (65) 9 8463-9340
• Rápido Cuiabá: (65) 9 9224-1389
• União Transportes: (65) 9 9318-9959
• VPar Transportes: (65) 9 9806-1737
• SIT – Sistema Integrado de Transporte: (65) 9 9817-7336

As empresas também realizam treinamentos contínuos com motoristas para aprimorar o atendimento ao público. Esse esforço já mostra resultado: 45% dos passageiros aprovam o tratamento recebido – índice superior aos que apontam insatisfação.

Por fim, destacamos que o sistema de integração permite ao passageiro embarcar em outro ônibus sem pagar nova tarifa, dentro de um intervalo de 60 a 120 minutos, o que representa mais economia ao passageiro.

A MTU reafirma seu compromisso com um transporte coletivo cada vez mais moderno, eficiente, e reforça que a melhoria do serviço depende também de investimentos públicos em infraestrutura viária, participação ativa da passageiros no uso das ferramentas já disponíveis e na conservação dos ônibus.Assessoria de Comunicação MTU